Agora que a nova geração de consoles está mais disseminada - principalmente o Xbox 360 -, os videogames da linhagem passada estão recebendo menos atenção. O PlayStation 2, graças a sua maciça base instalada, ainda é um console economicamente viável, mas é inegável que, em se tratando de séries, as melhores idéias estão migrando para os videogames de ponta.
Isso já aconteceu com "Burnout", da própria Electronic Arts, e agora ocorre em "Medal of Honor". A franquia, que iniciou a moda dos games de tiro baseados na Segunda Guerra Mundial chega a sua provável última edição para o PlayStation 2 sem inovação, quase voltando às origens. E com isso, o Wii também acaba pagando o pato, pois sua versão é baseada na do console da Sony.
Tropa democrática
"Medal of Honor Vanguard" é um jogo de tiro em primeira pessoa ambientado na guerra mundial que aconteceu entre 1939 e 1945. Como sempre, traz campanhas e armas reais, além de tentar reproduzir o caos de um confronto de tamanha intensidade. Se as edições anteriores tentaram renovar a fórmula - acrescentando comando de times, "bullet time" e barra de adrenalina, por exemplo -, o novo título se concentra no básico.
Assim, o termo "Vanguard" não diz respeito ao game em si - que está mais para o lado ultrapassado -, mas a seu protagonista: a 82ª Divisão Aerotransportada, a primeira a fazer invasões com pára-quedas. Apelidada de "All American" - por integrar em suas fileiras soldados oriundos de todos os estados norte-americanos -, é nessa divisão que pertence Frank Keegan, o personagem controlado pelo jogador.
No entanto, o pára-quedismo é muito pouco explorado. Quase a totalidade do game acontece mesmo em solo, como a maioria dos games de tiro em primeira pessoa. Não há nenhuma funcionalidade nova, mas, por outro lado, mantém uma mecânica de jogo sólida, herdada da tradição da franquia.

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